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Tibet
O Tibet oriental é cheia de vales íngremes e altas montanhas que alcançam 5.000 metros acima do nível de mar. É comum percorrer verticalmente 3.000 metros pelo fundo dos vales para se chegar a estrada e continuar uma viagem ás longas pontes suspensas para a travessia dos rios.

O Tibet do norte é um platô elevado com cerca de 6000 metros acima do nível de mar. A terra gelada é mais difícil de ser atravessada do que cruzar os pólos devido ao ar rarefeito. A viagem por todo o Tibet chega a levar meses ou até anos. No inverno as travessias se tornam quase que impossíveis.

Os cavalos tibetanos são rudes e fortes, apropriados para o ar rarefeito.As principais mercadorias transportadas são o sal da área norte do lago, chá das áreas do sul.Para cruzar um rio, se for rasa, uma ponte de madeira é construída, se o vale for íngreme, uma ponte suspensa é construída. Quando o rio é grande, os tibetanos usam as jangadas feitas das peles dos animais. Nas áreas agrícolas, os tibetanos se utilizam do burro e do asno.

Transporte Moderno

Há um moderno aeroporto em Lhasa e outro em Chamdo.

Há estradas por quase toda Tibet. Devido a altitude, os vales íngremes e a terra congelada, o projeto da construção de Ferrovia continua no papel há 30 anos.

O Tibet, antes da invasão

Os tibetanos chamam o seu país de Böd, termo derivado do nome de uma antiga religião, o Bön; às vezes, acrescentam o termo Kangchen,  Terra das Neves . O início de sua história data de 2.300 anos atrás. Nos oito primeiros séculos, foi governado por uma dinastia militar que se fixou no vale Yarlung. Gradativamente, a dinastia foi expandindo o seu domínio no planalto tibetano, entre a China, a Birmânia, o Butão, a Índia e o Nepal, próximo às montanhas do Himlaya. Por se localizar a uma altitude média de 3.000 metros, o Tibet também é chamado de  Teto do Mundo .

Por volta do século VI, diversas campanhas militares foram enviadas para as terras vizinhas. O povo tibetano, nômade, tinha uma reputação de  bárbaro  na China, na Turquia, na Pérsia, na Mongólia e na Índia. Mas, no século VII, o imperador tibetano Songzen Gampo começou a transformar a civilização feudo - militar em um império mais pacífico. Investigando as civilizações da China e da Índia, Songzen notou a presença do budismo Mahayana (Grande Veículo) e decidiu fazer uma grande adaptação cultural. Enviou estudantes para a Índia, onde aprenderam a língua sânscrita e começaram a traduzir a vasta literatura budista para a língua tibetana.

Songzen construiu muitos templos imperiais, como o Jokhang e o Ramochê (ambos na nova capital tibetana, Lhassa). Seus sucessores continuaram a transformação cultural, custeando as traduções, organizando conferências e criando instituições. O auge do processo ocorreu por volta do ano de 790, com o imperador Trisong Detsen. Ele fundou o monastério de Samye, com a ajuda dos mestres Padma Sambhava e Shantirakshita. Além dos estudos budistas, diversas artes e ciências floresceram: matemática, medicina, psicologia, anatomia, neurologia, química, botânica, política, arquitetura, poesia etc. Os especialistas vinham da Pérsia, da Índia, da Uighuria, da Mongólia e da China.

Como a força do budismo era grande, a  política de não-violência  impediu o surgimento de novas dinastias. As famílias nobres que governavam áreas locais foram perdendo sua influência para as instituições monásticas. Nos séculos XIII e XIV, o Tibet foi incorporado ao império mongol e dividido em treze regiões administrativas. Cada uma destas regiões era governada por uma família nobre e por uma hierarquia monástica. A família Khön e a hierarquia Sakya foram favorecidas pelo imperador mongol, Khubilai Khan.

O Tibet continuou com a política de não-violência. Nos séculos XV e XVI, a quantidade de militares diminuiu e a de monges aumentou. Gendün Drupa, jovem discípulo de Je Tsong Khapa, estava liderando uma nov

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